Celebrado em 5 de novembro, o Dia Nacional da Cultura. A data foi escolhida para homenagear Rui Barbosa — jurista, jornalista, político, diplomata, ensaísta e orador nascido em Salvador, em 1849 —, que desempenhou papel fundamental na história do país e foi um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. O dia existe para estimular a expressão artística, valorizar a diversidade de saberes e preservar as identidades que moldam a nossa gente.
Ao longo da BA-052, a cultura se manifesta de forma viva no cotidiano e no campo. E nenhuma manifestação reflete tão profundamente a identidade desse corredor quanto a secular Bata do Feijão, tradição preservada na zona rural de Feira de Santana.
Realizada logo após a colheita, a bata transforma o trabalho agrícola em um ritual coletivo de celebração e agradecimento à fartura da terra:
- A secagem: Após a colheita, as vagens repousam ao sol por cerca de duas semanas até atingirem o ponto ideal.
- A batida (caceteiros): Em círculo sobre as pilhas de vagem, os homens batem ritmadamente com varas de madeira (cacetes) para desfolhar e soltar os grãos, mantendo o compasso guiado por cantigas de trabalho ancestrais.
- A biatagem (biatadeiras): Com grandes peneiras e a ajuda do vento, as mulheres limpam e separam os grãos da palha e das cascas.
- A celebração comunitária: Ao fim do esforço coletivo, vizinhos e famílias compartilham pratos típicos, música e comemoração.
Celebrar essa herança é reconhecer o valor do trabalho coletivo que dá nome e identidade à Estrada do Feijão. Além de manter vivo a cultura da nossa região.
