O verão é marcado pelo calor e pelo lazer, mas também representa o período de maior alerta para a saúde pública. É nessa estação que os casos de dengue costumam atingir seus índices mais elevados. A doença é transmitida pela fêmea do mosquito Aedes aegypti e causada por um vírus com quatro sorotipos distintos (DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4), cada um com características genéticas próprias.
Como identificar os sinais?
A suspeita de dengue deve surgir diante de febre alta (entre 39°C e 40°C), acompanhada de pelo menos dois dos seguintes sintomas:
- Dor de cabeça e/ou atrás dos olhos
- Prostração ou moleza
- Dores musculares ou articulares
- Enjoo
- Manchas vermelhas pelo corpo
Ao perceber esses sinais, é fundamental procurar imediatamente uma unidade de saúde e evitar a automedicação.
Sinais de alerta para dengue grave
- Dor abdominal intensa
- Vômitos frequentes
- Tontura ou sensação de desmaio
- Dificuldade para respirar
- Sangramentos (nariz, gengivas ou fezes)
- Cansaço excessivo ou irritabilidade
Prevenção e vacinação
A principal forma de combate à dengue continua sendo a eliminação de focos de água parada. Recomenda-se realizar inspeções semanais em calhas, vasos de plantas, recipientes e demais locais que possam acumular água. O uso de repelentes e mosquiteiros também contribui para a proteção individual.
A vacina contra a dengue está disponível pelo SUS para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, sendo aplicada em duas doses com intervalo de três meses.
A prevenção é uma responsabilidade coletiva. Pequenas atitudes fazem grande diferença na redução dos casos e na proteção da saúde de todos.